quarta-feira, 26 de agosto de 2009

metamorfose do Mal: tu, Anônimo!



Melancólico Anônimo,
temes a inépcia da alma que escondes
na obscuridade do próprio cognome.

Na mata humana, danificado,
Urdes vis maldades, sem me saberes quem sou
e, bobo da corte, a outros tantos, dejetas teus gracejos.

Não te necessito ver para intuir quem és.

Debalde fugirás: meu talento te cativa.


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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 27 de agosto de 2009 – 1:11hs.

sábado, 25 de julho de 2009

Eu e Roberto Carlos: jura de amor

Platônico amante, doce eleito,
“Do tipo que ainda manda flores”,
foste sonho intenso do eu-menina!

Ao me ter, assim, com tal sobejo,
fui-te “a flor maior” dos teus pecados,
e “a primeira vez” de mim-mulher!

Desfaço-me em flor, ao teu cantar...

A tua boca - juro - vou encantar...


Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de julho de 2009 – 14:05hs.

domingo, 19 de julho de 2009

inigualável sorte

Morro, morro de paixão
e, me declaro pagão,
pela ausência dos teus ais...

Morre, morre um coração
e, sou arcanjo em ascensão,
pela ausência dos teus mais...

Dos teus ais quero ser a imagem proibida...

Por teus mais, tenho sorte, regresso à vida...


Indriso n. 1.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 17 de julho de 2009 – 1:42hs.